Pareidolia

Este slideshow necessita de JavaScript.

A série Pareidolia constitui-se em silhuetas preenchidas por elementos gráficos e cores, criando texturas que proporcionam sensação orgânica de vida e pulsação. Lembram veias que irrigam o corpo, evocam elementos vegetais, perecem a rede de rios que irrigam a Terra, evoluído como um fractal, do micro ao macro. Observar essas imagens evoca o exercício singelo de observação de nuvens. Neles, o olhar se perde enquanto a mente brinca de fazer as mais inusitadas associações de imagens, encontrando formas dentro de formas, como plantas exóticas, animais, rostos, etc. Cada pessoa, não importa a idade, enxerga apenas os elementos presentes em suas referências acumuladas ao longo da vida. Assim, a obra acontece de maneira diferente e única dentro da mente de cada observador.

Suportes diversos, tinta acrílica, PVA, nanquim, canetas diversas

Referências externas:

https://anakawajiri.wordpress.com/portfolio/favor-___-tocar/

Página do catálogo da 6ª Mostra de Artes Visuais de Pinhais:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Citações:

Pareidolia de Ana Kawajiri nos desafia ao uso de nossa energia criativa. A experiência se inicia com as obras abstratas da artista, que nos permitem ilimitadas comparações com nosso repositório de imagens idealizadas e quase platônicas. Depois confrontamo-nos com a paradoxal envoltória de desenhos pareidólicos por silhuetas humanas, o que nos remete à complexidade e à infinitude dos aspectos humanos. É como se o preenchimento de cada silhueta refletisse a pluralidade da própria energia criativa que fomos convidados a utilizar, tal como se reconhecêssemos nossa espiritualidade no interior de cada figura. Como diria Herman Hesse em o Lobo da Estepe “todo homem é uno quanto ao corpo, mas não quanto à alma”. Pareidolia de Ana Kawajiri é a expressão visual dessa harmoniosa contradição.”

Paulo Gabardo, escritor.

___

“Desde criança, sempre me agradava contemplar as formas estranhas da natureza, não como observador que investiga, mas abandonando-me apenas a seu encanto peculiar, a sua profunda e complexa linguagem. (…) a contemplação dessas criaturas, o abandono às formas irracionais, singulares e retorcidas da Natureza, despertam em nós um sentimento de consciência do nosso interior com a vontade que as fez nascer e acabam por parecer-nos criações próprias, obras do nosso capricho; vemos tremer e dissolver-se as fronteiras entre nós e a Natureza e conhecemos um novo estado de ânimo que já não sabemos se as imagens refletidas em nossa retina procedem de impressões exteriores ou interiores.”

“Só muitos anos depois fui confirmar essa observação em um livro, um tratado de Leonardo da Vinci, no qual fala como é sugestivo e atraente contemplar-se uma parede que tenha sido cuspida por muita gente. Diante daquelas manchas da parede úmida, Leonardo sentia o mesmo que Pistólius e eu diante do fogo.”

HESSE Hermann, Demian, tradução de Ivo Barroso. – 2ª ed. – Rio de Janeiro: BestBolso, 2014. 1929. pp. 102-103.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s